sábado, 21 de julho de 2012

VOCABULÁRIO PANTANEIRO

AGUADA
Qualquer lugar que tenha água
AGUAPÉ
Plantas aquáticas flutuantes, que unidas filtram e purificam a água corrente
ALONGADO
Animal doméstico que foge para o mato e não volta
ALMOCINHO
Primeira refeição do dia.
APEAR
Descer da montaria.
APURAR
Aprontar-se para sair
ARATICUM
Fruta parecida com a Ata (Fruta do Conde), típica do Pantanal
ARRE
Péssimo, reprovação.     Vaqueiro
ARRIBADOR
Peão de boiadeiro que vai atrás da comitiva arregimentando as reses extraviadas
BAGAGEM
Móveis. Conjunto de coisas que o vaqueiro possui. O mesmo que trem ou traia
BAGUÁ
Boi, cavalo ou búfalo selvagem. Pessoa indomável, intratável. Anti – social
BACURIM OU BACURI
Criança recém-nascido.  
BAGUALEAR
Caçar boi selvagem
BANZEAR
Espreguiçar.
BARBATÃO
Rês criada no mato. Bravia.
BARRA
Foz. Desembocadura de um rio.
BICHO DO CHÃO
Cobra.
BOCAS
Saídas de lagos ou rios.
BOCA DE SAPO
Cobra venenosa comum na região.
BOCA-DE-PITO
Gole de café frio antes de fumar um cigarro.
BÓIA
Comida.
BOLA–PÉ
Travessia do animal na água, numa profundidade que por pouco não o obriga a nadar.
BOLICHO
Venda, mercearia.
BOMBA
Usada para puxar a brua-mate do tereré.
BORRACHÕES
Bolsas de couro que levam água nas viagens a cavalo.
BOTINA
Calçado rústico.
BROCOTÓS
Lama seca dos campos pantaneiros, depois de muito pisada pelo gado.
BRUACA
Sacola de couro colocada no lombo do burro para transportar a traia da comitiva (utilizada pelo cozinheiro da tropa).
BUGRE
Índio.
CABEÇA DE PAINA
Cabelos grisalhos.
CACUNDA
Costas. Parte de trás.
CACHAÇO
porco doméstico que virou selvagem.
CAGÁ-DO-PATO
Primeiras horas do dia.
CAMALOTAL
Seqüência de camalotes que fecham passagens estreitas nos lagos e rios
CAMALOTE
Porção de planta aquática (aguapé) que flutua no rio.
CAPÃO
Porção de mato isolado no meio do campo.
CARNEAR
Cortar a carne do boi: fazer churrasco.
CARAPÉ
Baixinho, pequeno.
CARIBÉU
Prato de mandioca e carne.
Também significa bruxa.
CARVOTEIRO
Preguiçoso.
CAVALO FOFADOR
DE BLUSA
Cavalo corredor.
CHALANA
Barco de madeira ou grande embarcação com mercearia.
CHAMBÃO
De má qualidade.
CHAPÉU NA SELA
Vaqueiro ruim.
CHICULATERA
Vasilha usada para esquentar a água do mate quente.
COMITIVA
Transporte de gado através da região, a cavalo, por terra e água.
CORIXO
Braço de rio, que muda conforme a cheia ou seca.
CULATEIRO
Peão que vai no fim da comitiva.
CURRUTEIA
Pequeno povoado ; vila; pode significar também casa de prostituição.
DAR NO PADRE
Não suportar, no sentido de aguentar, alguma coisa ou situação.
DECOADA
Descida de água ruim.
DIVULGAR
Enxergar.
FIADOR
Peão que vai à margem da comitiva, para evitar extravio de reses.
FOFAR
Correr de medo, fugir.
GAÚCHO
Bonito, elegante.
GORDO
Tereré; bebida de erva- mate tomada fria.
GUAIACA
Cinto largo com bolsinhos em forma de cinto, que se prende à cintura.
GUAMPA
Cuia que se faz com o chifre de boi, usada para tomar tereré
GUARDA
Calças de lona.
GUARIROBA
Espécie de palmito amargo; palmeira regional
GUATÓ
Nação indígena exímia no manejo da canoa.
GUAVIRA
Fruto nativo da região de excelente sabor.
JARARACA DE RABO BRANCO
Mulher briguenta.
JIRÁU
Mesa tosca de madeira alta; cama.
KADIWÉU
Nação indígena exímia na montaria do cavalo.
MALUDO
Valente.
MARIA-CHICA
Arroz de carreteiro, no Pantanal de Miranda.
MARRUÁ (Baguá)
Boi bravo.
MASSA-BARRO
(João de Barro) – Pássaro que fabrica seu ninho como uma casa de barro
MATULA
Provisão de alimentos para a viagem.
NHÁ
Senhora; mulher.
MURUNDU
Amontoado de terra; elevação.
NINHAU
Área onde várias aves fazem seu ninho, na mesma época.
PANTÃNO
Região alagada
PARATUDO
Boi gordo.
PEÃO
O pantaneiro que trabalha na fazenda, no serviço do gado.
PÉ-DE-PAU
Árvore.
PEDRA- CANGA
Pedra furada encontrada na região.
PICUÁ
Sacola de couro para todos os fins.
PICUMÃ
Sujeira grossa que se junta no teto, nas paredes de cozinhas, provocada pela fumaça do fogão à lenha.
PINCHAR
Jogar fora; descartar.
PORCO MONTEIRO
Porco doméstico, que é capado e solto para ficar selvagem.
PONTEIRO
Peão que vai à frente da comitiva.
PRAIA
Área ao redor da casa- sede da fazenda.
PUITÃ
Pala vermelha tecida em lã.
PURUNGA
Cabaça pequena usada para beber água.
QUEBRA-TORTO
Desjejum; café da manhã reforçado; refeição matinal com carne, arroz-carreteiro, café e bolo.
RECOLUTA
Ação de recolher o gado extraviado no campo.
RODAR
Deixar o barco ou algum objeto descer o rio a favor da correnteza.
SAPICUÁ
Saco para levar matula.
SARÃ
Vegetação emaranhada à beira do rio, cheia de espinhos.
SINUELO
Boi manso que vai à frente da boiada.
SOPA PARAGUAIA
Bolo de fubá de milho, assado, com queijo, cebola, leite e sal.
TARIMBA
Cama de dormir.
TERENA
A maior nação indígena atualmente no Pantanal. Bastante aculturada, vive em aldeias próximas à Aquidauana e Miranda.
TUIUIU
Grande pássaro símbolo do pantanal – vive a beira dos alagados.
TERERÉ
Erva-mate tomada com uma bomba numa cuia; bebida fria.
TIRADOR
Saia de couro, para proteção do peão na lida com o gado.
TIRA-TORTO
Desjejum
TRAIA
Conjunto de equipamentos para pescaria (ou montaria).
VENTRACHA
Costela grande de peixe que se dá na alimentação às crianças para não se engasgar com os espinhos.
VOÇOROCA
Valos produzidos pela erosão.
ZAGAIA
Forquilha de madeira forte que se apoia como lança utilizada para matar onças
ZUERA
Barulheira

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